Schools and teachers need more autonomy – Portugal

Rui Lima, Teacher - Portugal
Mar 14

Rui Lima believes in change. He’s been fortunate to witness change at his own school – from a traditional pedagogy to an innovative, open environment where kids are constantly challenged to explore their creativity. This change came as the result of collaboration between Lima and the school leader, who also understood the importance of changing the educational paradigm. We asked Lima how that shift was accomplished, and how the same thinking could apply in other schools.

READ THE PORTUGUESE VERSION AT THE BOTTOM OF THIS PAGE

What has changed in your school as a result of your efforts?

Before I came to Colégio Monte Flor, the learning process was more traditional, relations with the community weren’t open and the classroom walls were the limits of learning environment. The school’s results were great, but the learning process was based on traditional pedagogies. I started working in collaboration with the school leader, who nominated me Primary School Coordinator and since then, we became an innovative school not just because we use technology in the classroom, but most important, because we have a more open school where parents are strongly involved and kids are constantly challenged. Thanks to a variety of projects, competitions and partnerships, the learning process crossed the classroom walls, the school doors and the country frontiers, allowing children to experience a global learning environment.

What is the biggest obstacle you have had to overcome to ensure students are receiving a quality education?

Fortunately I’m a teacher in a private school and the reality is much different from the one lived in the public sector. I think the biggest obstacle schools have in Portugal is the autonomy in the curriculum. The school system is very centralized, and does not give schools the opportunity to innovate or to implement different projects in which children may enhance their 21st century skills but also the necessary skills for a future very different from today.

What is your country doing right to support education?

After elections and political transitions, governments often implement changes. The current government is trying to implement a decentralized system in which school may be more autonomous and manage the curriculum. This could be a big step for Portuguese education. However, the last government created the program “e-escolinhas” that allowed each primary school student to have a laptop for a low price or, in some cases, for free. This program was great but now it’s been suspended. As a teacher who uses the computer every day in the classroom, I hope that this government reinstates the program and fixes some previous problems, especially related to the teachers’ training to use these tools in the classroom.

What conditions must change in your country to better support education?

Portugal is not too different from other countries and we need to change a lot of things in our education. Schools and teachers need more autonomy. However, we also have structural problems that affect not only the educational system but all the society. We still have a large percentage of illiteracy; teachers are not valued by society and during these times of austerity, teachers aren´t as motivated as they should be. All of these issues get in the way of a better-functioning school system and consequently the country’s development.

If you could give one educational tool to every child in the world, what would it be?

The opportunity to exchange ideas, knowledge and their work with people from all over the world, creating a global network that would break down the classroom walls and promote collaboration amongst students, teachers, researchers and other educational stakeholders.

Rui Lima will be a keynote speaker during the Partners in Learning European Forum 2012 in Lisbon next week!

About Rui de Lima e Silva

Rui Lima has been a primary school teacher since 2001. He was first runner-up for Collaboration at the Partners in Learning European and Global Forums  with the Project Eco-Partnerships. He has established environmentally-focused partnerships with schools from Europe and from the US within the Etwinning and Challenge 20/20 Programs.

Birthplace: Lisbon, Portugal
Current residence: Almada, Portugal
Education: Master in School Administration
Websites I check every day: Fun and Math, Etwinning, Skydrive, Facebook and of course the School Website (www.monteflor.pt), because I’m the responsible for its maintenance.
Favorite childhood memory: Playing football (soccer) on the beach in front of my house or playing trumpet on those rainy days when it was impossible to be outside
Next travel destination (work or pleasure): Berlin to attend  the Etwinning Conference 2012 and Paris (my little girl wants to go to Disneyland)
Favorite book: Novel – Blindness  by José Saramago. Technical –  Intelligence Reframed:Multiple Intelligences for the 21st Century by Howard Gardner
Favorite music: Jazz

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You’ll meet other innovative teachers for collaboration opportunities, get access to free teacher resources, and learn about great ways to improve your personal teaching practice using technology.

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PORTUGUES

Rui Lima acredita na mudança. Tem tido o privilégio de assistir à mudança na sua própria escola – de uma pedagogia tradicional para um ambiente escolar mais inovador e aberto, onde as crianças são constantemente desafiadas a explorar a sua criatividade. Esta mudança resulta da colaboração entre Lima e a direção do Colégio Monte Flor, que compreendeu a importância de mudar de paradigma educativo. Perguntámos a Lima como é que esta mudança tem sido operada e como esta forma de pensar se poderá aplicar a outras escolas.

O que mudou na sua escola como resultado dos seus esforços?

Antes de vir para o Colégio Monte Flor, o processo de aprendizagem era mais tradicional, a relação com a comunidade não era tão aberta e as paredes da sala de aula eram os limites do ambiente de aprendizagem. Os resultados da escola eram muito bons, mas todo o processo de aprendizagem baseava-se em pedagogias tradicionais. Comecei então a trabalhar em colaboração estreita com o líder da escola, que me nomeou coordenador do 1º ciclo e, desde aí, tornámo-nos uma escola inovadora não só porque usamos a tecnologia na sala de aula, mas o mais importante, porque hoje temos uma escola mais aberta, na qual os pais estão fortemente envolvidos no processo de aprendizagem, onde as crianças são constantemente desafiados a encontrar os seus talentos e explorar a sua criatividade e, graças a uma variedade de projetos, concursos e parcerias, o processo de aprendizagem atravessou as paredes da sala de aula, as portas da escola e as fronteiras do país, permitindo assim às crianças experimentar um ambiente de aprendizagem global.

Qual é o maior obstáculo que teve que superar para garantir que os alunos pudessem receber uma educação de qualidade?

Felizmente, sou um professor numa escola particular e a realidade é muito diferente daquela que se vive na generalidade das escolas públicas. Em termos gerais, creio que a autonomia no currículo é um dos maiores obstáculos que as escolas enfrentam em Portugal. O sistema educativo é extremamente centralizado não dando às escolas a oportunidade de inovar e implementar projetos diferentes, nos quais as crianças possam melhorar suas competências para o século XXI, e assim adquirir competências para viverem num futuro muito diferente do que se vive hoje em dia.

O que tem sido feito no seu país para apoiar a educação?

Depois de eleições e transições políticas é habitual os governos implementarem mudanças. O atual governo está a tentar implementar um sistema mais descentralizado, no qual a escola possa ser mais autónoma e gerir o seu próprio currículo. Este poderia ser um grande passo para a educação em Portugal.

No entanto, o governo passado criou também o programa “e-escolinhas” que permitiu que cada aluno do 1º ciclo pudesse ter um computador portátil por um preço baixo ou em alguns casos, gratuitamente. Este programa foi ótimo, mas agora foi suspenso. Como professor que utiliza o computador todos os dias na sala de aula, espero que este governo venha a retomar o programa e corrigir alguns problemas anteriores, especialmente relacionados com a formação dos professores para usar essas ferramentas na sala de aula.

Que condições devem mudar no seu país para um melhor apoio à Educação?

Portugal não é muito diferente de outros países e muito há a mudar na nossa educação. Como já referi, as escolas e os professores precisam de mais autonomia. No entanto, também temos problemas estruturais que afetam não só o sistema educacional, mas toda a sociedade. Ainda temos uma grande percentagem de analfabetismo, os professores não são valorizados pela sociedade e durante estes tempos de austeridade, os professores não estão tão motivados como deveriam. Todas estas questões acabam por afetar um melhor funcionamento do sistema escolar e, consequentemente, o desenvolvimento do país.

Se você pudesse dar uma ferramenta educacional para cada criança no mundo, o que seria?

A oportunidade de trocar ideias, conhecimentos e o seu trabalho com pessoas de todo o mundo, criando assim uma rede global que “derrubasse” as paredes da sala de aula e que promovesse a colaboração entre estudantes, professores, investigadores e outros intervenientes educativos.

Sobre Rui de Lima e Silva

Rui Lima é professor de 1º ciclo desde 2001. Foi segundo classificado na categoria Colaboração nos Foruns Europeu e Global Partners in Learning, com o Projeto Eco-Partnerships. Tem estabelecido parcerias centradas na educação ambiental com outras escolas da Europa e dos Estados Unidos, no âmbito dos programas Etwinning e Challenge 20/20.
Local de Nascimento: Lisboa
Residência Atual: Almada
Formação: Mestre em Administração e Organização Escolar
Websites que consulta todos os dias: Fun and Math, Etwinning, Skydrive, Facebook e o site da escola (www.monteflor.pt), uma vez que sou o responsável pela sua manutenção.
Memória de infância preferida: Jogar futebol na praia em frente à minha casa ou tocar trompete naqueles dias chuvosos quando era impossível estar na rua.
Próxima viagem (trabalho ou lazer): Berlim, para participar na Conferência Etwinninng 2012 e depois Paris (a minha filha que ir à Disneyland)
Livro preferido: Romance – Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) Livro Técnico- Intelligence Reframed: Multiple Intelligences for the 21st Century (Howard Gardner)
Favorite music: Jazz

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One Response to Schools and teachers need more autonomy – Portugal

  1. Leonardo Amaral says:

    Muitos parabéns, meu caro amigo!
    És, de facto, daqueles professores com garra e que acredita que, em pequenos passos, poder-se-á melhorar o mundo à nossa volta.
    Um Abraço!
    Leonardo

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